Professor e Aluno, tem que somar.

Alunos estão sempre preocupados com seus rendimentos nas aulas, mas quase nenhuma preocupação com o estudo em casa, é isso que mais ouço de meus colegas de profissão.
Tenho percebido que cada vez mais tenho alunos com grandes responsabilidades em relação as aulas. São alunos que não faltam, tem uma assiduidade perto dos 100% , compram todo e qualquer material didático requisitado, ficam preocupadíssimos com as reposições a serem feitas, fazem um lista enorme de repertório que desejam tocar e cobram do professor resultados rápidos. Muitos se comparam aquele ou a esse aluno e colocam em cheque as metodologias e a didática do professor num enfrentamento não visto em outrora.
Acho bastante importante esse comportamento muitas vezes exagerado e oportuno quando se trata de um serviço pago, muitas vezes com sacrifícios próprio ou de seus pais. O exagero as vezes coloca o professor numa situação bastante difícil quando o aluno não faz o essencial para que tenha um bom desenvolvimento: o estudo diário do instrumento.
Quando o aluno sai da aula parece que ele desliga que é um estudante de música e só vai ter contato com o instrumento dias depois ou somente na próxima aula, quando que o ideal seria ele começar a colocar em pratica os ensinamentos daquela aula no mesmo dia que teve o contato com o professor, pois o conteúdo trabalhado e os conselhos do professor ainda estarão na sua memória. Como toda a linguagem a musica precisa ser estudada diariamente, de forma disciplinada e organizada, onde a repetição ate a exaustão farão grandes diferenças. Ter dia e horário para o estudo, local próprio e aplicar métodos de estudo trará eficiência para esse estudo. Estudar traz ao aluno mais vontade de tocar. Com isso cria um círculo virtuoso de estudar mais com mais interesse fazendo que os resultados musicais sejam os melhores. O professor sabe quando o aluno estudou ou não, no inicio existe um esforço para que o aluno crie a rotina de estudar, mas com o passar dos tempos acontece até uma acomodação na cobrança do professor que começa aceitar aquele aluno como um aluno que não estuda e tem pouco interesse no desenvolvimento, mas isso e um outro assunto.

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